Deputado baiano é vítima de injúria racial em Itamaraju


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Foto: Jonas Santos | Divulgação - Foto: Jonas Santos | Divulgação
Foto: Jonas Santos | Divulgação

O deputado federal Valmir Assunção (PT) foi vítima de crime de injúria racial nesta sexta-feira, 10, no município de Itamaraju, no sul baiano. Um áudio gravado por uma comerciante, que seria apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, passou a circular nas redes sociais com termos pejorativos contra o parlamentar, a exemplo de “macaco”, “ridículo”, “horroroso”, “vagabundo” e “nariz de chapoca”.

As agressões iniciaram, segundo o deputado, depois que divulgou um vídeo nas redes sociais defendendo a proposta do governador Rui Costa (PT) de instalar 20 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para tratar pacientes infectados pelo coronavírus na cidade.

No áudio, a mulher diz que os equipamentos levariam o coronavírus para a cidade, mas também acusa o congressista de ter levado dois motéis para o município utilizando nome de laranjas. “Me aponte alguma coisa que esse macaco trouxe para Itamaraju”, diz.

Ao tomar conhecimento da existência dos áudios, o deputado acionou a Secretaria da Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA) para apurar o caso. “Não posso me abster de denunciar isso, pois sei que o país ainda possui em sua sociedade pessoas racistas e desinformadas. O fato de eu ser negro é motivo de orgulho. A ignorância das pessoas diante desse processo histórico só dificulta a atuação política em Itamaraju e em outras regiões da Bahia e do Brasil. Vou até o fim para que essa pessoa seja punida devidamente dentro da lei”, aponta Valmir Assunção.

Na manhã deste sábado, 11, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial da Bahia (Sepromi), informou que acompanha o caso envolvendo a prática de racismo contra o deputado federal. “O caso está sendo monitorado pelo Centro de Referência Nelson Mandela, órgão vinculado à Sepromi onde foi formalizada a denúncia. Também foi comunicado à Secretaria da Segurança Pública (SSP) para a apuração policial. O fato pode ser enquadrado na Lei Nº 7716/89, a Lei Caó, que define o crime de racismo como inafiançável e imprescritível”, diz a pasta em nota.

Fonte: A Tarde

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