Solidariedade S/A: conheça ações solidárias de empresas e empresários durante a pandemia

A partir desta terça-feira (14) – e enquanto durar a pandemia – o Jornal Nacional vai mostrar o que empresas e empresários estão fazendo para ajudar no combate ao novo coronavírus.


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Solidariedade S/A: conheça ações solidárias de empresas e empresários durante a pandemia

Solidariedade S/A: conheça ações solidárias de empresas e empresários durante a pandemia

A pandemia do coronavírus provocou uma infinidade de ações solidárias no Brasil: de cidadãos e de empresas. Os exemplos de cidadãos solidários você vê quase todo dia por aqui, com nome e sobrenome. Já as iniciativas das empresas, a gente tem apresentado como sempre fez: sem mencionar as marcas delas.

Mas a partir desta terça (14), e enquanto durar a pandemia, o Jornal Nacional vai mudar isso, porque para superar um desafio tão grande é importante mostrar o que muitas e muitas empresas e empresários têm feito nesse período. Você vai conhecer algumas dessas iniciativas.

Em uma transmissão ao vivo pela internet nesta segunda-feira (13), o Itaú Unibanco anunciou a doação de R$ 1 bilhão para medidas de enfrentamento da epidemia no Brasil. O projeto recebeu o nome “Todos pela Saúde” e vai ser administrado por um grupo de especialistas.

O grupo é liderado pelo diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês, Paulo Chapchap. Também fazem parte: o médico oncologista Drauzio Varella, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto; o ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Maurício Ceschin; o consultor do Conselho dos Secretários de Saúde, Eugênio Vilaça Mendes; o presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, Sidney Klajner; e o diretor-presidente do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz, Pedro Ribeiro Barbosa.

“Todos os participantes estão sendo voluntários, porque em nenhum momento do meu convite a todos eles faltou entusiasmo, compromisso com a saúde da população brasileira e houve qualquer questionamento quanto a uma possível complementação de recursos dirigida a eles para realizar esse trabalho, em nenhum momento houve qualquer questionamento quanto a isso. São pessoas altamente comprometidas com a sociedade brasileira e veem aqui uma oportunidade de contribuir frente a situação que nós vamos ou estamos enfrentando e que nós vamos enfrentar”, afirmou Paulo Chapchap, diretor do Sírio-Libanês.

O presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, explicou que é esse grupo que vai decidir como investir o dinheiro.

“O porquê da nossa iniciativa se prende à compreensão nossa de que o Brasil atravessa uma crise muito grave, nós temos um problema humanitário em mãos. O Itaú Unibanco nasceu e cresceu e continuará crescendo no Brasil. O Brasil é a nossa casa. Eu acho que é o momento de cuidarmos da nossa casa. Por que esse formato? Nós buscamos os melhores talentos que nós pudemos em saúde e medicina. Encontramos o doutor Paulo Chapchap junto com quem formamos essa equipe. Não é apenas um conselho de notáveis, porque um conselho dá conselhos, e essa equipe vai executar, essa equipe vai decidir o que fazer. A utilização desses recursos, desse R$ 1 bilhão e de outros recursos que possam se juntar a esse, será decidida por essa equipe, e nós não teremos qualquer interferência nessas decisões”, disse.

O fundo vai investir em quatro pilares fundamentais no combate ao novo coronavírus: informar sobre o uso de máscaras e a higiene das mãos, por exemplo; proteger, disponibilizar testes para o novo coronavírus e equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde; cuidar, que inclui capacitação de profissionais de saúde, compra e distribuição de insumos estratégicos, apoio a gestores públicos de estados e municípios; e retomar, ajudar a desenvolver estratégias para um retorno seguro às atividades sociais quando for a hora, e monitorar a população com risco elevado.

O projeto se soma a outras iniciativas do Itaú Unibanco nesta pandemia, como a doação de R$ 10 milhões à Fiocruz para apoiar a construção de um hospital no Rio; de R$ 8,5 milhões para a aquisição de respiradores; e de R$ 1,5 milhão para aumentar a capacidade de atendimento do Hospital Municipal do M’Boi Mirim, na Zona Sul de São Paulo.

O Bradesco, o Santander e o Itaú Unibanco fizeram também uma parceria. Juntos, os três bancos estão investindo R$ 282 milhões na importação de equipamentos médicos, como respiradores e tomógrafos; importação de cinco milhões de testes rápidos para detectar a Covid-19; e em doações para a confecção de 15 milhões de máscaras.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, explica que é o Ministério da Saúde que vai decidir para onde enviar esses materiais e equipamentos.

“O Ministério da Saúde vai ver quais são os locais que têm maior carência, maior necessidade e faz a locação desses equipamentos, desses testes, onde tiver maior necessidade. Quando nós conversamos com o Ministério da Saúde, eles foram muito claros: ‘a gente não está precisando de dinheiro, dinheiro não vai resolver agora. O que precisamos são os testes e eu preciso dos equipamentos. E como vocês, banco Bradesco, Itaú e Santander, têm muito relacionamento no mundo inteiro, pelo contato que vocês têm no mundo inteiro, tentem nos ajudar para que a gente consiga comprar o equipamento, o teste, porque o dinheiro neste momento não vai resolver tudo”, destacou.

A vice-presidente de RH do Santander, Vanessa Lobato, destacou que os maiores bancos privados do país superaram a concorrência para se unir no combate à pandemia.

“O que eu quero dizer é que, diante de um desafio tão grande, eu acho que se abre mão de burocracia, se abre mão de competição em prol de uma solução única. A colaboração, para mim, é um valor que está ficando evidente nessa crise. Eu acho que deveria ficar para sempre”, afirmou.

Individualmente, o Bradesco também está importando da China 500 monitores de UTI. A expectativa do banco é que eles cheguem ao Brasil até o fim do mês.

Outra empresa que está investindo no enfrentamento ao novo coronavírus é a Rede D’Or de hospitais. No total, são R$ 120 milhões. No Rio de Janeiro, a rede está ajudando a construir dois hospitais de campanha. Um deles fica na Autoestrada Lagoa-Barra e a previsão é que comece a funcionar daqui a três semanas. Ele vai ter 200 leitos, sendo cem de UTI. O hospital tem custo estimado de R$ 45 milhões e a parceria para construí-lo inclui: Bradesco Seguros, Lojas Americanas, Banco Safra e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).

Em São Paulo, a Rede D’Or formou outra parceria para ajudar a Santa Casa de Misericórdia e reformar 102 leitos para casos de Covid-19, sendo 30 leitos de UTI. A obra já começou e deve custar cerca de R$ 20 milhões, que a rede está dividindo com a SulAmérica e a Qualicorp.

“A Rede D’Or viu com muita clareza que ela precisava atuar junto ao poder público, dando suporte ao paciente SUS e, para isso, ela desenvolveu projetos temporários, que são projetos com hospitais que vão ter início, meio e provavelmente um fim. Mas ela também quis investir onde foi possível na instalação de leitos novos ao paciente SUS que ficassem como um legado para a cidade. É dinheiro exclusivamente privado, não tem um centavo de dinheiro público, não tem um centavo de dinheiro incentivado. É dinheiro privado, nosso, da rede. Nós estamos usando, assim como os nossos parceiros, para aumentar as instalações para o Sistema Único de Saúde”, explicou Leandro Reis Tavares, vice-presidente médico da Rede D’Or São Luiz.

A indústria de alimentos BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, está doando R$ 50 milhões para hospitais, asilos e outras entidades nas cidades onde a empresa está instalada.

“ Essas doações serão feitas principalmente aqui no Brasil e mais em outros países onde nós temos unidades produtivas. O objetivo do investimento e das doações é fornecer alimentos, insumos médicos hospitalares, equipamentos e EPIs, e financiamento de pesquisas de combate à Covid. Como nós estamos presentes em quase 40 cidades pelo Brasil, e cidades muito do interior, a abrangência que nós teremos é fazer com que isso chegue a quase 130 entidades por esses nove estados brasileiros”, contou Lorival Luz, presidente da BRF.

O BB Seguros e o Banco BV estão doando R$ 55 milhões para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social, principalmente as que são de grupos de risco para a Covid-19. O dinheiro vai para alimentação, cuidados com a saúde, assistência social e, também, compra de insumos e equipamentos hospitalares. A Fundação Banco do Brasil vai selecionar as comunidades vulneráveis.

“Nesse momento agora, nós achamos muito importante trabalhar e trabalhar forte numa competência que é nossa, de chegar aos quatro cantos desse país, poque a gente está vendo uma dificuldade muito grande em todos os pontos do Brasil. Nós nunca vimos concorrentes se unindo em prol de uma causa. Eu acho que essa é a maior mensagem que a gente pode levar. E eu tenho falado muito isso aqui: que, juntos, nós somos mais fortes”, afirmou Asclepius Ramatiz Lopes Soares, presidente da Fundação Banco do Brasil.

O iFood anunciou um fundo de R$ 52 milhões para apoiar pequenos restaurantes e entregadores.

“Além de ajudar quem precisa, a gente precisa ajudar os nossos parceiros que são os restaurantes e entregadores. Então, a gente criou um fundo de R$ 50 milhões para doar, para apoiar restaurantes pequenos e médios, nesse momento onde vários deles estão sem conseguir trabalhar. Além disso, a gente criou um fundo de R$ 2 milhões para os entregadores que tenham sintomas de coronavírus: eles são apoiados e podem ficar em casa se recuperando enquanto a gente continua mantendo o sistema funcionando e apoiando nossos clientes”, contou Fabricio Bloisi, presidente do iFood.

Além dos R$ 5 milhões investidos em um hospital de campanha no Rio, as Americanas anunciaram doação de R$ 40 milhões para investimentos em saúde e logística. O dinheiro vai ser usado, por exemplo, na compra de respiradores para hospitais públicos, máscaras, cestas básicas e kits de testes rápidos.

“Nós temos que cuidar uns dos outros e esse cuidar uns dos outros é fundamental para uma companhia que tem 90 anos como a nossa, que tem 34 mil associados, toda a confiança que tem dos nossos clientes, da sociedade. Eu acho que essa é a nossa parte. Nós temos que fazer a nossa parte que é cuidar uns dos outros. É momento de união e é momento de solidariedade. Essa é a nossa mensagem”, disse Anna Saicali, presidente do Comitê de Crise do Universo Americanas.

A partir desta quarta (15), na seção Solidariedade S.A., o Jornal Nacional vai reservar dois minutos sempre que houver novidade para contar o que as empresas e empresários estão fazendo para ajudar no combate à pandemia.

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