Publicado em 26/02 - 22h57min, Fonte: Por Carlito Teixeira - MATÉRIA COM ( 4521 ) exibições

ZEQUINHA: IGREJA, TRABALHO E FAMILIA. EXEMPLO DE VIDA. EXEMPLO DE HUMILDADE

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Muitas histórias de vida só se destacam por causa de conquistas, poderes políticos ou por escândalos de diversas formas. Há pessoas que fazem de tudo para saírem do anonimato. Há até quem adote o seguinte lema: “Falem mal, mas falem de mim”. Não é o caso do cidadão de quem vamos falar agora. Embora muitos possam dizer que não o conhece, José Carlos, ou melhor, Zequinha, é um exemplo para sua família e para aqueles que o conhecem e fazem parte do seu convívio.

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Católico praticante, sempre esteve envolvido nos movimentos da Igreja. Chegou a Itabatã em 1974 com 11 anos de idade. Natural de Cotaxé, no município de Ecoporanga no Espírito Santo, veio com a família para cá por falta de emprego naquela região. O seu pai, o Sr. Carlos Mudesto (Beto) veio acompanhando o seu tio Antonio Cocá para fazer currais nesta região. Os fazendeiros da época eram Dr. Arnaldo, Vavá, Bolívar, Rosalino, Osvaldino, Etevaldão, Os Gazzinelli, André, Joel Kock e muitos outros que contratavam esses serviços com muita freqüência. Chegando aqui, foi morar numa casinha de tábua nos fundos da serraria do Sr. Antonio João Carletti. Neste local hoje funciona o Posto de lavagem São Cristóvão.

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Naquela ocasião, entre os moradores mais conhecidos de Itabatã estavam: Tixa, Sivaldão, Alcebíades, Agenor, Dema , Ulisses, Paulo e Geni, Antonio de Maria merendeira, Juvencio, Liosino, França, Tecílio, Rael, Miguel Meira, Olavo, Walter Guerra, Manoel Carleto, João Curto, Tio Dola, Bizunga, e Clemente.

O tempo foi passando e Zequinha crescendo junto com Itabatã, viu chegar a energia elétrica. Primeiro a de motor que só funcionava até as 22 h e depois a energia da Coelba. Viu a implantação das duas primeiras Igrejas, a Assembléia de Deus e a Católica. Testemunhou a abertura do primeiro loteamento criado pelo Sr. Tixa, pelo prefeito da época, o Sr. Ari Gonçalves e pelo Sr. Antonio João Carletti.

Começou a estudar no antigo Colégio João Carletti, que funcionava no centro e hoje funciona no Triangulo Leal.

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Na sua caminhada cristã foi um dos fundadores do Grupo de Jovens JUAC. Por muito tempo este grupo perseverou na fé e na divulgação dos ensinamentos da Igreja Católica. Havia todos os anos por ocasião da semana santa a encenação da Paixão de Cristo. Aconteceram apresentações até em outras cidades. Caminhavam juntos nesta jornada, o incomparável Manoel dos Santos, Gilson Mosquito, Osmar, Ismar, Sueli, Tampinha, Luis, Nelson, Nilson, Kita, Edson, Tião, Marquinho, Sú, Cida, Marcinha, Marcília, Sandra, Lucileia, Zu, Jorge, Juarez, Chico, Zé Eustáquio, Silvani, Lena, Ana Lucia, Ruberlani, Etiene, Zé Bastos, Andreia, Jeronimo, Cássia, Kátia e muitos outros. Com o amigo Dusantos coordenou o grupo de jovens por mais de 10 anos.

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Não bastasse as lutas do dia a dia, ainda ajudou a garantir os direitos da Igreja ao combater a instalação de uma torre telefônica na Praça da Igreja São Miguel e brigou contra a venda da Praça da Igreja São José.

Mesmo sendo coordenador da comunidade de São Miguel por 10 anos, assumiu vários movimentos pastorais na comunidade de São José Operário. Atuou como coordenador da catequese, foi catequista, vocalista do ministério de músicas, e coordenador da equipe de batismo. Como catequista preparou e formou três turmas de primeira eucaristia e três turmas da crisma.

Trabalhou na cultura do mamão por um bom tempo, depois trabalhou por quatro anos no antigo laticínio da Spam. Trabalhou na Aracruz celulose por seis anos. Trabalhou no Colégio Leon Feffer pelo Grupo Universitário por três anos e continua lá há 18 anos, agora pela Casa do Estudante.

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Em 1991 casou-se com Maria Clemência, filha da tradicional família Barbosa. Dessa união realizada e abençoada na Igreja São Miguel, nasceram Carlos Antônio (In Memoriam), Sheila e Marília. Em 2011 chegou a primeira netinha, Kamilly Victória, o xodó de toda de toda a família. Aliás, a família é o centro das atenções de Zequinha. A sua primeira filha começou a estudar no Leon Feffer no infantil dois e em 2013 terminou o ensino médio. Em 2008 e 2012 se lançou candidato a vereador, mas infelizmente não obteve êxito. O que foi com certeza, péssimo para Mucuri e Itabatã, pois com certeza Zequinha faria um excelente trabalho social no município. Mas ele, como todo brasileiro, não desiste nunca e promete continuar na luta por seus ideais.

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Zequinha sempre faz questão de agradecer a Jesus Cristo por tudo o que humildemente conseguiu na vida. É muito grato ao pai e a mãe pela educação que lhe foi dada. Zequinha faz questão também de citar Antônio Maciel e o Sr. Tixa, para ele, dois exemplos de honestidade, sinceridade e humildade. Zequinha se diz muito orgulhoso de ser um cidadão de Itabatã, um lugar que ele viu crescer e se desenvolver. E é por isso que dizemos Zequinha é NOSSA GENTE.

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